terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Liderança

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

BRUNA DE FÁTIMA

CAROLINA GARROS

DIANA

LUANA CAROLINA

KAREN CRISTINA

LUCAS VALIATI DE FIGUEIREDO

MARCELO SILVA

MICHELLE SANTOS

NICOLE SOUZA

RAFAEL ANTONIO CIFUENTES


 


 

TRABALHO DE PROJETO INTERDISCIPLINAR

LIDERANÇA


 


 


 


 


 


 


 


 

Mogi das cruzes, SP

2010

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

BRUNA DE FÁTIMA

CAROLINA GARROS

DIANA

LUANA CAROLINA

KAREN CRISTINA

LUCAS VALIATI DE FIGUEIREDO

MARCELO SILVA

MICHELLE SANTOS

NICOLE SOUZA

RAFAEL ANTONIO CIFUENTES


 


 

TRABALHO DE PROJETO INTERDISCIPLINAR

LIDERANÇA


 

Trabalho de projeto interdisciplinar, apresentado ao curso de Tecnologia em Processos Gerenciais, 4º semestre de 2010 da Universidade de Mogi das Cruzes, como parte dos requisitos para a conclusão do curso.


 

Profº Orientador: Rômulo Gutierrez

Marcos Vinicius


 

Mogi das cruzes, SP

2010

Sumário


 

1.    Resumo    5

2.    Introdução    6

3.    Conceitos de Liderança    7

4.    Competências do Líder    10

4.1    Características do Líder    11

5.    Práticas da Teoria dos Estilos de Liderança    14

5.1    Liderança Autocrática    15

5.2    Liderança Participativa    15

5.3    Liderança Transformadora    15

5.4    Liderança Transacional    16

5.5    Liderança Liberal    16

5.6    Liderança Paternalista    17

5.7    Liderança Transformacional    17

5.8    Liderança Carismática    17

6.    Liderança Corporativa    19

6.1    Comunicação Organizacional    20

6.2    Ética e Relações Interpessoais    20

6.3    Desempenho e Motivação de Equipes    21

6.4    O Líder Coaching    22

6.5    Negociação e resolução de conflitos    23

6.6    O Líder na Organização    24

6.7    Pontos Básicos para uma Liderança na Organização    25

6.8    Processo de Qualidade    27

6.9    Princípios de Liderança    28

7.    Relação Líder x Gerente    29

8.    Relação Líder x Liderado    31

9.    Conclusão    33

Referências Bibliográficas    36


 

 

  1. Resumo


 

Esse trabalho tem por objetivo explicar o que é liderança e o quanto ela é importante dentro da organização. Explicar o processo da liderança e seus componentes, descrever os estilos básicos de liderança e suas variantes, identificar aspectos da liderança e seus determinados tipos, distinguir as diferenças entre o líder e o gerente, mostrando as qualidades do líder e as comparando com as qualidades de um gerente, como também mostrar a relação do líder com seus liderados, identificando as competências do líder e ostentando o quanto uma sintonia entre a empresa, o líder e sua equipe são importantes para que haja uma liderança eficaz.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

  1. Introdução


 

As organizações, após a revolução industrial possuem uma grande importância dentro da sociedade. Elas controlam praticamente todos os meios de produção, tanto dos produtos quanto dos serviços, e esta importância está diretamente vinculada aos indivíduos que controlam e determinam os caminhos a serem seguidos: Os lideres.

Diante de um mercado que nos oferece variedades de profissionais capacitados, há necessidade da diferenciação, e um ponto fundamental é a liderança. Uma equipe não estaria completa se não houvesse um líder capacitado para direcionar e delegar as devidas tarefas, identificando as necessidades humanas e gerenciando os conflitos.

Mas como se tornar um líder? Através deste estudo veremos que a liderança não é apenas um dom no qual nasce com o individuo, e pode ser adquirido e aperfeiçoado através de um estudo técnico.

A melhor definição que se pode atribuir à liderança até hoje é a capacidade de influenciar pessoas que possuam interesses em comum ou não a serem lideradas, em favor de um objetivo comum. A liderança é um processo de conduzir as ações ou influenciar o comportamento e a mentalidade de outras pessoas, e de uma forma geral é um processo dinâmico, que consiste em tomar decisões sobre o uso de recursos, visando à realização de objetivos.

O grupo é o habitat do líder, e a organização é o habitat do grupo. Com isso a liderança é uma relação entre pessoas, é influência e poder, que estão distribuídos de forma desigual, porém legítima. O poder pode ser conferido ao líder mediante consentimento dos membros do grupo, por meio de um contrato de trabalho ou por força de lei, mas cabe a ele exercê-lo.

Neste trabalho apresentaremos quais são as competências do líder, os pilares das lideranças e principalmente quais os tipos de liderança. E responderemos a questão que sempre confunde as pessoas, o líder e o gerente não são as mesmas coisas?


 

  1. Conceitos de Liderança


 

Liderança é a capacidade de influenciar pessoas e coordenar equipes, é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem motivadas e entusiasmadas, visando alcançar metas e objetivos traçados pelo líder. Desta forma pode-se definir liderança, como o processo de dirigir e influenciar equipes, e as atividades relacionadas às tarefas dos membros dessa equipe.

A liderança envolve outras pessoas, o que contribui na definição de status do líder, isto é, pessoas influenciam diretamente em seu comportamento e suas ações.

Segundo Bergamini (1994), O conceito sobre liderança é encontrado de múltiplas formas citado ao longo dos anos, muitos estudiosos e escritores procuram explicar formas ou modelos de liderança, mais os próprios estudos identificam varias formas de liderar, onde não há um consenso entre os mesmo, alguns citam que pelo caráter ou comportamento humano pode-se definir um perfil de liderança.

Conforme Maximiano (2007), "a liderança não é apenas um atributo de uma pessoa ou de um grupo, mas um processo social complexo. Nesse processo, as motivações dos liderados representam o principal elemento."

No ultimo congresso realizado pela CONANRH 2010 congresso nacional sobre gestão de pessoas foi identificado que falta alinhamento dos lideres com a estratégia das empresas. Essa é uma das conclusões da pesquisa realizada.

No levantamento foi abordado com um numero expressivo de mais de 170 executivos, no qual foi revelado que 91% dos lideres não agem de acordo com a visão e com os valores da empresa.

Muitos buscam a receita perfeita para liderar, existem escolas especialistas em liderança, mas estudiosos, escritores e gestores concordam que a entidade não obtém muitos resultados. Podemos citar exemplos de resultados de boa liderança que aconteceram desde a revolução urbana, como a construção de pirâmides e templos, outro exemplo é o império romano com estratégia logística e planejamento em longo prazo, a Grécia com democracia e ética, muitos procuram o caminho, mais na verdade não esta só em criar ou mudar o método de liderar, e sim lembrar que ao criar o futuro esta se renovando o passado. O líder consegue ter autoridade sobre seus colaboradores, ele também tem o respeito de seus colaboradores, um exemplo de liderança no mundo, foi a de Jesus Cristo, nunca ergueu uma arma ou levou os seus seguidores a violência, mais até hoje suas doutrinas são praticadas e utilizadas.

Os estudos sobre liderança e gerência tradicionalmente fazem parte das ciências ligadas ao comportamento humano e, vinculados ao aspecto da cultura, tornam-se variáveis que enriquecem a dinâmica das teorias organizacionais. Ao mesmo tempo, servem para uma ponderação sobre a função gerencial em diversas dimensões. Atualmente, ainda se questiona o papel da gerência e suas formas de atuação, buscando apoio numa análise evolutiva, para a compreensão desse tema que é cada vez mais interessante e atual.

A visão contingencial foi um avanço em relação, à teoria administrativa anteriores, enfatizando a natureza multivariada das organizações e buscando compreender como elas operam e recebem suas influências. Hoje se observa que não existe uma única forma adequada para administrar, e que esta vai depender de diversos elementos organizacionais.

Há visão para o fato de que as tarefas têm que ser continuamente definidas e analisadas através da interação dos trabalhadores, concluindo, que há um aspecto pró-ativo nessa abordagem: o executivo, que identifica uma situação, diagnóstica problemática, planeja estratégias de ação, e se adapta de acordo com as contingências do momento. As relações funcionais entre as condições ambientais e práticas administrativas devem ser constantemente revistas.

No panorama, verifica-se a relevância do líder no ambiente organizacional. Em cada movimento ele assume diferentes responsabilidades e atribuições, e atua conforme as políticas na instituição da qual faz parte, na tentativa de adaptar sua forma de agir também aos movimentos externos de mudança. Essa atitude configura a solução para o estilo mais eficiente de administrar pessoas. Visando proporcionar uma visão mais clara sobre o papel da liderança no ambiente organizacional, cabe uma delimitação correta entre os conceitos de líder e gerente, que muitas vezes são vistos como sinônimos na prática organizacional.

Apesar de não ser fácil prescrever uma receita para se tornar um líder eficiente, é possível uma análise do tripé no qual se sustenta. Há o lado pessoal e intransferível, que corresponde às características pessoais do ser humano. Conclui-se que um líder eficiente é a combinação de aspectos relacionados à realização das tarefas e o lado emocional, incorporando maturidade, segurança e capacidade de lidar com o ser humano. A liderança se torna um aspecto a ser desenvolvido, ampliando os horizontes dessa classe visando enriquecer a proposta do novo perfil gerencial.

Sempre foi exigido um bom desempenho do líder, após a globalização surgiu um novo tipo de líder "o camaleão" o qual sempre esta se adaptando constantemente a situações e mudanças radicais, no mercado mundial todos os dias surge um sistema ao qual é necessário aperfeiçoamento constante.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

  1. Competências do Líder


 

Esse ponto causa uma discussão bastante ampla sobre o assunto, muitos acreditam que o líder já nasceu um líder, e outra grande parte acredita que é possível se tornar um.

O líder, antes de tudo para exercer a função, precisar estar capacitado para ela, tem que ter preparo técnico, competência profissional, ser capaz de despertar em seus subordinados o senso do dever, muitos o vêem como uma figura carismática do guru, um ser quase iluminado que tem respostas para tudo e é capaz de resolver todos os problemas. O líder procura conscientizar sua equipe para o papel que a empresa deve desempenhar na sociedade, baseando suas ações no planejamento da organização, seus valores, princípios e metas, está de olho na sobrevivência dos negócios ao longo do tempo.

A relação do líder com seus liderados é de extrema importância para que ocorra uma liderança eficaz, e com isso possa alcançar os resultados dentro da organização, o líder estabelece metas e objetivos, e para alcançá-los elabora planejamentos estratégicos, pois ele visa o resultado em longo prazo. O apoio, incentivo e orientação que o líder passa para sua equipe são fundamentais para a empresa, sua equipe trabalha unida e motivada e o rendimento é cada vez melhor, sempre em um constante crescimento.

Muitos líderes adotam o sistema de KAIZEN, ou seja, "Melhoria Contínua", sempre buscando o aperfeiçoamento, o dia seguinte tem que ser sempre melhor que o dia anterior. Podemos exemplificar como: "Hoje é Melhor que Ontem e Pior que Amanhã".

O líder necessita ter uma excelente comunicação interpessoal, pois suas principais tarefas são lidar com pessoas, delegar tarefas, e procurar soluções para os problemas, sempre contando com o apoio de sua equipe. Não perder o foco é uma característica imprescindível do líder, por mais que certas pedras venham interferir em seu caminho, isso não o abala, pois ele é perseverante, nunca desiste, procura sempre uma solução, uma nova rota, e sempre consegue ultrapassar barreiras sem perder seu foco.

Outra competência extremamente importante do líder é saber gerenciar conflitos, pois os conflitos ocorrem rotineiramente dentro da organização, o líder tem que saber como administrar esses conflitos, saber ouvir é uma característica primordial do líder.

"De acordo com Crosby (1999). Liderança é, deliberadamente, fazer com que as ações conduzidas por pessoas sejam planejadas, para permitir a realização do programa de trabalho do líder."

  1. Características do Líder


 

Robbins (2005, p. 258) define liderança como "a capacidade de influenciar um grupo para alcançar metas. A origem dessa influência pode ser formal, como a que é conferida por um alto cargo na organização".

Cohen e Fink (2003, p. 254) afirmam que o elemento principal da liderança é a influência e, assim, para eles, liderança é "um processo em que as partes envolvidas se influenciam mutuamente de formas específicas".

Hunter (2004, p. 25) define liderança como a "habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum".

Para Bowditch e Buono (2006, p. 144), liderança é "um processo de influência, geralmente por uma pessoa, por meio do qual outra pessoa ou grupo é orientado para o estabelecimento e o alcance de determinadas metas".

Em um estudo sobre a revisão da evolução histórica sobre liderança, Bergamini (1994) ratifica a idéia do aparecimento de incontáveis conceitos emitidos pelos pesquisadores em comportamento organizacional, ou seja, com base nas relações das pessoas, num fenômeno grupal e, ainda, na evidência de se tratar de um processo de influenciarão exercido de forma intencional por parte dos líderes sobre seus seguidores, o que pode ser considerado atual.

Quanto às características e dependendo da natureza dos estudos sobre liderança, podem-se encontrar inúmeras delas atribuídas aos líderes. Nesse caso, serão aqui registradas aquelas listadas por quatro autores sem que, necessariamente, sejam atinentes a uma determinada corrente ou a um determinado estilo de liderança, por não ser foco do estudo. A restrição aos quatro autores se prendeu ao fato de ser um trabalho com delineamentos prefixados para posteriores comparações com autores consagrados no meio científico.

Goodwin (1999), ao realizar um estudo sobre líderes do século XX, registrou as características de lideranças que se seguem: aprender com os próprios erros, ou seja, enfrentar a derrota com serenidade; assumir a responsabilidade de seus erros e os de sua equipe; autoconfiança; ser flexível; observar, discutir, avaliar e entender e então assumir a responsabilidade e prosseguir; ser otimista e ter confiança em seus subordinados; e influenciar a opinião dos seguidores.

Robbins (2005) registra sete características do líder: ambição e energia, desejo de liderar, honestidade e integridade, autoconfiança, inteligência, elevado auto-monitoramento e conhecimentos relevantes para o trabalho.

Eboli (2005) registra sete papéis evidenciados por especialistas na área de Universidade Corporativa, com vistas ao desempenho de lideranças educadoras: visionário – apontar a direção do Sistema Educacional Corporativo; patrocinador – encorajar os colaboradores; controlador – participar ativamente no controle do desenvolvimento de competências; especialista – idealizar e desenvolver novos programas educacionais; professor – ensinar nos programas educacionais; aprendiz – mostrar também sua vontade de aprender, freqüentando cursos.

Lacombe e Heilborn (2006, p. 350) discordam da tese de determinação de características gerais válidas para um líder e registram que atualmente

Não se fala mais em liderança como um traço psicológico, intrínseco de um indivíduo, que uns têm sorte de ter e outros não. A liderança somente faz sentido quando especificamos para que fim e em que circunstâncias se esperam que o líder deva agir.

Estes autores citam, entretanto, uma lista de qualidades fornecidas por Mas Smith, na concepção da pessoa isolada: "a inteligência, bom julgamento, discernimento, imaginação, habilidade em aceitar responsabilidades, senso de humor, personalidade equilibrada e senso de justiça." Ponderam que se observarem nomes de líderes conhecidos, por exemplo, Hitler, Napoleão, a rainha Elizabeth I, verificar-se-á absurda a hipótese de dizer

Que um líder deve ser equilibrado e possuir senso de humor ou de justiça... ... Alguns dos mais bem sucedidos líderes da história têm sido neuróticos, insanos, epiléticos, destituídos de humor, de mente estreita, injustos e autoritários; tem havido líderes religiosos possuídos de um senso patológico de culpa, líderes políticos com ilusões de onipotência e ditadores militares com ilusões de perseguição.

Tem-se registrado a grande contribuição que muitos dos líderes deram à humanidade, mesmo com suas neuroses. Como exemplo cita-se Ford e outros "capitães de indústria", mostrando que a anormalidade mental "... não é desvantagem em um líder e, mesmo, pode ser uma vantagem, enquanto este seja insano na direção apropriada."

Lacombe e Heilborn (2006, p. 351) ainda registram algumas características atribuídas a líderes por líderes e estudiosos. Para Marechal Montgomery, o líder deve ser capaz de

ver com clareza os seus objetivos e se esforçar para alcançá-los; tomar decisões e ter calma na hora da crise; verificar o cumprimento das ordens; julgar as pessoas e fazer com que as pessoas certas ocupem os lugares certos nos momentos certos; compreender que a diversidade das pessoas traz força para a equipe; visualizar o sistema como um todo, ver o conjunto.

Para James M. Kouzes e Barry Possner, citados por Lacombe e Heilborn (2006), as pesquisas mostram que o que as pessoas admiram no líder são honestidade, competência, inspiração e visão de futuro. Para William Pular, um líder que sabe servir deve

Reconhecer o valor e a dignidade das pessoas; comprometer-se com os projetos, ouvir e aprender com os liderados; fazer as coisas acontecerem, iniciando as ações e, em alguns casos, saber criar os desequilíbrios para manter a vitalidade da organização; fazer as coisas acontecerem por meio dos outros, sendo generosos na delegação de autoridade e promover diversidade, reconhecendo que as diferenças das pessoas fortalecem o grupo.

Lacombe e Heilborn (2006) registram que inúmeras opiniões sobre liderança "mostram como esse conceito é fluido" e citam que há concordância de opinião sobre as características dos líderes expressa por dois autores (PETER DRUCKER; POLLARD), qual seja: "o líder deve servir."


 


 


 


 

  1. Práticas da Teoria dos Estilos de Liderança


 

''Depois de toda a revisão das principais escolas em liderança, não há como descrever estilos de comportamento do líder propondo que algum desses comportamentos seja melhor ou mais indicado para se atingir a eficácia enquanto líder'' (Cecília Whitaker Bergamini, 1994, p.178)

Ao identificar os estilos de liderança, precisamos saber o que o líder é? E o que o líder faz?

Os estilos de liderança estão ligados as diferenças individuais de cada personalidade, ou seja, as características intelectuais, emocionais, experiências vividas, expectativas e motivações. Tudo depende da situação em que o líder está.

A influencia é fundamental nos estilos de liderança, independente do estilo que o líder exerce, ele tem um ponto fundamental à "auto-estima" que fica ampla de acordo com as situações e os seguidores, que ele encontrar na sua trajetória pela liderança, a ética, a influencia, o algo a mais que ele tem, um diferencial de influenciar as pessoas.

Está diretamente ligado á reações do comportamento humano, é situacional, flexível e adaptado para os resultados que se pretende. O principal objetivo pretendido deve contar com as etapas do estilo autocrático, democrático e liberal levando em conta o receptor com as ações de auto-estima e afetividade . O estilo deve ser situacional devido ao aprimoramento contínuo de todo o ambiente de trabalho

Lembrando que cada estilo pode ser aplicado dependendo da situação que o líder se encontra. Então endende-se:


 


 

Alguns estilos básicos de liderança são; liderança autocrática, que enfatiza o líder; a liderança liberal que foca nos subordinados e a democrática que equilibra a ênfase tanto no líder, quanto nos subordinados. Entre outros estilos.


 

  1. Liderança Autocrática


 

Essas características intrínsecas ou extrínsecas são de estilo "Autocrático", a liderança é orientada para a tarefa, é direta, o líder toma decisões sem consultar a equipe, se preocupa mais com tarefas do que com o grupo, enfatiza o cumprimento de prazos, padrões, qualidade e a economia de custos, tem rivalidade dentro da própria organização, quer derrubar sempre os concorrentes, designa tarefas especificas para pessoas especificas, faz muitas cobranças nos funcionários, cria um abismo entre líder e liderados.

  1. Liderança Participativa


 

A liderança orientada para as pessoas a "Democrática", é participativa, e existe proximidade entre líder e liderados, também com foco no funcionário e equipe, o líder orienta e dá autonomia para os funcionários.

De acordo com esses estilos o líder pode dar muita ênfase para a tarefa e ao mesmo tempo, muita ou pouca ênfase para as pessoas, criando assim quatro estilos básicos de liderança:

  • Muita ênfase nas pessoas, pouca na tarefa;
  • Pouca ênfase nas pessoas e na tarefa;
  • Muita ênfase nas pessoas e na tarefa;
  • Muita ênfase na tarefa, pouca nas Pessoas.
  1. Liderança Transformadora


 

Também tem o líder carismático, inspirador ou transformador, é aquele líder que oferece recompensas a própria realização de tarefa, faz seguidores fiéis, por superarem seus próprios interesses e trabalharem somente para realizar a meta, missão. Oferecem total atenção aos liderados (seguidores), dão inspiração, oferece o máximo de si. O líder faz com que os liderados se identifiquem com ele, entrando nas emoções de cada um.

  1. Liderança Transacional


 

E o líder transacional ou negociador, aquele que apela aos interesses, também dá recompensas ou
trocas, seja política, econômica ou psicológica para o seguidor, enquanto ambos acreditarem que conseguiram atingir as necessidades primarias, as pessoas engajam-se com outras a fim de que tanto líderes ou seguidores elevem um ao outro a níveis mais altos de motivação.
A troca continua somente enquanto as partes acreditam que isso venha em benefício próprio, o subordinado concorda às vezes em seguir a liderança somente em troca do seu emprego remunerado.


 

Segundo Maximiano (2007: p.223), O contrato psicológico calculista, que ocorre na liderança transacional, é um ingrediente importante em certos tipos de projetos e em certas empresas. Ou seja, o relacionamento líder e liderado é um sistema de trocas entre contribuições e recompensas.


 

  1. Liderança Liberal


 

Nesse estilo o líder possibilita que o grupo tenha liberdade de criatividade e iniciativa. Ele reduz sua importância na atividade de grupo e obtém o mínimo de controle, com isso ocorre a falta de controle nos liderados e a falta do respeito no líder. É o tipo de liderança Laissez-faire, ou seja, o líder deixa passar os erros, deixa fazer o que cada um acha melhor, deixa ir até onde eles acham que é melhor.

As pessoas tem mais liberdade na execução dos seus projetos, obtendo uma equipe madura, auto dirigida e que não necessita de supervisão constante.

Segundo Krause, "o bom líder tem que saber controlar suas emoções, usando os estilos de liderança de acordo com cada situação, que pode variar de um grupo para outro se levado em consideração às características intrínsecas ao grupo."


 

  1. Liderança Paternalista

Outro estilo mais específico de liderança é o paternalismo é uma atrofia da liderança, onde o líder e sua equipe têm relações interpessoais similares às de pai e filho. Esse estilo pode ser confortável para os liderados e evitar conflitos, mas não é o modelo adequado num relacionamento profissional, pois numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho, incondicionalmente.

Já em uma relação profissional, o equilíbrio deve preponderar e os resultados a serem alcançados pela equipe são mais importantes do que um indivíduo.


 

  1. Liderança Transformacional


 

É um relacionamento de estímulo mútuo e elevação que converte os seguidores em líderes e pode convertê-los em agentes morais, um processo de dupla direção entre o líder e o seguidor.


Também conhecida como tem o líder carismático inspirador ou transformador, é aquele líder que oferece recompensas a própria realização de tarefa, faz seguidores fiéis, por superarem seus próprios interesses e trabalharem somente para realizar a meta, missão, relacionamento ético. Oferecem total atenção aos liderados (seguidores), dão inspiração, oferece o máximo de si. O líder faz com que os liderados se identifiquem com ele, entrando nas emoções de cada um, procura motivos potenciais nos seguidores, no sentido de satisfazer necessidades de alto nível e assume o seguidor como uma pessoa total


 

  1. Liderança Carismática


 

Carisma é uma forma de dominação dos liderados.
Promove revoluções, renova paradigmas, evoca sonhos e é visto como um agente de mudanças que conduz seus seguidores a transcender interesses pessoais na realização de determinada ação em prol do sucesso do grupo.

O líder transformador e o líder carismático assemelham-se por estarem imbuídos deste sentimento de visão que os qualifica na condição de pessoas promovedoras de mudanças, pois inspiram liderados a fazerem de tudo pelo alcance das metas do grupo sem esquecer das necessidades de desenvolvimento individuais.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

  1. Liderança Corporativa


 

Juntamente com o a Globalização, têm surgido diversos estilos de liderança no ambiente organizacional. Porém, o verdadeiro líder é aquele que dá exemplos aos seus liderados, pois estes são o seu próprio reflexo.

A habilidade de liderança determina até que ponto haverá sucesso e de que forma as pessoas serão felizes. Não apenas no trabalho, famílias, grupos de beneficência, equipes esportivas, grupos sociais. Enfim em todo lugar há necessidade de liderança dinâmica.


 

Para Levine e Crom (1993) "não há nada mais eficaz e compensador do que demonstrar interesse sincero pelos outros". Ou seja, um bom líder é eficaz quando têm consciência de que um bom trabalho em equipe é realizado através de ideais compartilhados e tomada de decisões em conjunto. Para se ter sucesso em uma liderança é necessário que o líder tenha a capacidade e esteja disposto a se colocar no lugar dos outros, deve saber trabalhar com pessoas em diversas situações e não apenas administrar recursos. Acreditar na motivação intrínseca, incentivar as pessoas a fazerem o seu melhor. Conforme afirma Bergamini, Cecilia (1994) "o líder capaz de coordenar seguidores motivados apresenta na maioria das obras que falam dele um traço marcante que é a sensibilidade a pessoas."


 

Um líder de sucesso motiva seus funcionários para que eles se sintam satisfeitos em suas atividades e orgulhosos com a organização dos quais fazem parte, para isso é necessário investir no potencial da sua equipe e enfrentar as crises com muita determinação e persistência.

Para se alcançar os objetivos da organização e de seus funcionários, são fundamentais que as relações públicas ajudem os líderes neste trabalho em equipe.


 

Segundo Matos (2002) "a cultura empresarial é a base comum de realização". Conscientizá-los sobre as filosofias empresariais, pois são as essências que direciona as estratégias da empresa, que se traduz em políticas desenvolvidas e comunicadas para gerar motivação em um contexto organizacional sistêmico em que os componentes básicos (cultura, pessoas, tecnologia, marketing e a sociedade).

Matos (2002) também aponta dois problemas de insucesso empresariais: comunicação deficiente e relacionamento conflitivo.

  1. Comunicação Organizacional


 

Segundo Levine e Crom (1993, p.37) "A comunicação não precisa ocorrer, necessariamente, em grandes salas de conferência. Parte do melhor trabalho de comunicação empresarial ocorre de maneiras aparentemente informais."

A comunicação deficiente e ineficaz costuma ser o maior e mais forte dos impedimentos para uma boa liderança. Pessoas possuem modelos mentais e pensamentos diversos o que muitas vezes podem impedir os bons resultados esperados pela equipe. Quando não acontece uma boa comunicação, as potencialidades de cada um são limitadas.


 

O líder tem o papel de fazer com que essa diversidade garanta à equipe uma visão mais rica e eficaz. É nessa diversidade que as equipes alcançam os resultados e metas. Um bom líder sabe observar as diferenças e utilizá-las para fortalecer o potencial do time. Ele utiliza cada parte em benefício do todo.

Uma boa equipe trabalha com respeito mútuo, cooperação, confiança, compartilhamento, disposição e boa vontade, além de flexibilidade. E todas essas qualidades dependem de uma boa comunicação dentro da liderança corporativa.

Isso é o que distingue uma equipe de simplesmente um grupo.


 

  1. Ética e Relações Interpessoais


 

Sem o princípio ético é impossível obter respeito à dignidade humana, sentido do bem comum e vida associativa. Matos (2002, p.13) ressalta "a consciência ética gera a co-responsabilidade e dá consistência à equipe."


 

Investir na formação ética é de grande valia para o desenvolvimento da equipe e conseqüentemente da empresa.

Empresas que se preocupam com a ética e, que conseguem transformá-las em práticas efetivas, mostram-se mais capazes de competir.

O profissional deve ser ético e honesto integralmente, pois se transgredir esses princípios não prejudicará somente seu cliente, mas pode prejudicar as pessoas que lhe rodeiam, influenciando negativamente.

Eticamente é necessário que a equipe saiba agir entre si com atitudes profissionais e solidárias, dentro dos preceitos da moral. Tendo para com eles atitude de lealdade, sinceridade, honestidade, compreensão, cooperação, tolerância, cordialidade, ou seja, evitando assim enxergar dentro da equipe adversária.


 

A ética é fundamental para que as relações interpessoais sejam estabelecidas dentro de uma organização. E para que isso se torne existente são necessários contatos entre aqueles que nela trabalham e uma percepção entre e sobre os indivíduos. A partir do momento em que percebemos e interagimos com o outro passamos a nos relacionar com ele de forma positiva ou negativa, baseados em preceitos éticos ou não.


 

  1. Desempenho e Motivação de Equipes


 

A motivação é uma das principais responsabilidades da um líder. A influência sobre os subordinados exige liderança eficaz e uma contínua motivação da equipe. A motivação funciona como um dinamizador, um impulsionador do comportamento humano.

O bom desempenho depende de quão motivado está o empregado. Conforme Levine e Crom (1993) é essencial proporcionar às pessoas um senso real de finalidade, a sensação de que estão trabalhando por um objetivo valioso.

Portanto é muito importante que as pessoas sejam estimuladas, treinadas, reconhecidas por merecimento, ganhem autonomia e liberdade para tomarem decisões, encorajadas. Isso demonstra que o líder confia, gosta e respeita seu grupo.

Tais influências refletem diretamente no desempenho do trabalho dessa pessoa e conseqüentemente no resultado final do grupo.

A motivação da equipe, e isso inclui o líder é fator decisivo para a otimização do relacionamento entre as pessoas e reflexos positivos na execução das atividades na organização. Não se pode cobrar algo que não se pratica. Líderes desmotivados jamais terão colaboradores plenamente motivados. Embora a motivação esteja dentro de cada um, seus reflexos são sentidos em todo o grupo.


 

  1. O Líder Coaching

    

Com o avanço e velocidades de informações as pessoas e organizações estão percebendo que os antigos modelos de liderança e gestão não estão atendendo mais às suas necessidades e estão voltando-se em busca de novos modelos que atendam a essas necessidades. Dentro deste contexto o líder coaching tem se destacado como uma das mais completas soluções para o desenvolvimento da liderança, tendo como ponto de partida o respeito incondicional pelo liderado enquanto ser humano.

O líder coach (treinador/ instrutor) conduz um processo com o propósito de facilitar e apoiar as pessoas em sua trajetória para a conquista de seus objetivos e metas.

Destinado a pessoas que desejam desenvolver novas habilidades, como melhora da comunicação e processo de autoconhecimento.

É uma parceria entre líder e liderado, na qual uma pessoa se compromete a apoiar outra a atingir um determinado resultado: seja ele o de desenvolver competências e/ou de conquistar um objetivo específico, que tem causado resultados impactantes nas empresas em que este processo foi implantado.

O coaching trabalha com o conjunto de diversos fatores que envolvem a vida das pessoas, desde o empresarial até ao social, com isso obter resultados satisfatório no setor empresarial. Geralmente as principais habilidades desenvolvidas são:

  • Empatia;
  • Escuta ativa;
  • Comunicação Assertiva;
  • Aprender a fazer perguntas poderosas;
  • Aprender técnicas para descobrir sonho, missão, visão e valores mais profundos;
  • Equilibrar todas as diferentes áreas da vida;
  • Melhorar relacionamento interpessoal;
  • Avaliar e enfraquecer as crenças limitantes;
  • Descobrir uma fórmula de triunfo pessoal;
  • Desenvolver novas competências e atitudes;
  • Focar na solução ao lidar com adversidades;
  • Estabelecer metas e objetivos bem formulados;
  • Aprender a dar e receber Feedback.


     

  1. Negociação e resolução de conflitos


 

Negociações sempre estiveram presentes nas relações humanas, é essencial na redução de conflitos, principalmente em ambientes coorporativos. A habilidade de negociação é um requisito para todos os ambientes profissionais, sendo que o seu grau de exigência aumenta na medida em que os cargos sobem na estrutura organizacional das empresas. Ou seja, o diretor precisa ser mais ágil para negociar do que o gerente e o gerente, mais ágil que o supervisor. Assim, a habilidade de negociar se torna fundamental, tornando seu aperfeiçoamento obrigatório e freqüente aos lideres coorporativos.

O sucesso de uma negociação depende, em boa parte, de conseguir uma boa comunicação entre os envolvidos. Cada um deve ser capaz de comunicar de maneira clara suas idéias e seus objetivos.

Conforme Watkins, Michael (2009, p.9) afirma "A negociação é o meio pelo qual as pessoas lidam com suas diferenças e buscam o acordo por meio de diálogos", ou seja, as negociações giram em torno do princípio da troca: é preciso dar para receber, e ao final da negociação todas as partes envolvidas se sentirem beneficiadas, valores e princípios básicos como a ética e a honestidade são ativos valiosos que produzem melhores resultados na arte de negociação a longo prazo, que somados à flexibilidade e confiança, compõem os pilares de uma negociação bem sucedida.

Bom relacionamento interpessoal, postura e apresentação, atitude e pró-atividade, criatividade, gosto por planejamentos, orientação por metas, assertividade e comunicação com linguagem simples, correta e atualizada estão entre os principais aspectos e características de um negociador de sucesso que age em favor de uma corporação com o objetivo de resolucionar desacordos e atritos entre gestores ou colaboradores, ou até mesmo entre ambas as partes. Aproximando gradualmente as posições até chegar a um ponto aceitável para todos, resultado em um ambiente empresarial harmônico, digno e merecedor de crescimento e conquistas, favorável aos interesses de todas da corporação.


 

  1. O Líder na Organização


 

Na organização, uma pessoa pode ser um gerente eficaz, um bom planejador e um gestor justo e organizado, e mesmo assim não ter as capacidades motivacionais de um bom líder, como também pode ocorrer o contrário, uma pessoa pode ser um gerente eficaz e ter as habilidades necessárias para exercer uma boa liderança.

Para se liderar uma organização, é necessário que o líder possua atributos para desempenhar esta função, sendo eles:

  • Disposição, Pró-atividade;
  • Auto-Motivação;
  • Percepção;
  • Personalidade;
  • Firmeza nas tomadas de decisão
  • Empatia, e principalmente:
  • Domínio sobre os procedimentos que utilizará em sua administração, entre outros processos que permitem uma liderança eficaz, gerando resultados vantajosos para a organização.


 


 


 


 

  1. Pontos Básicos para uma Liderança na Organização


 

Cada dia mais as organizações procuram profissionais éticos. Portanto, agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência, mas um dos requisitos fundamentais para quem quer ter uma carreira longa, respeitada e sólida. Tem credibilidade aquele que age eticamente.

O poder de agregar pessoas, criando uma visão e fornecendo a motivação e as metas necessárias para atingi-la, está inserida em diversas áreas da sociedade, seja política, religião, esportes e áreas administrativas, não importando se pública ou privada. A liderança deverá permitir à equipe vislumbrar oportunidades de crescimento e desenvolvimento, incentivando, mostrando que é possível, adotando uma postura de otimismo e entusiasmo.

Imagine, por exemplo, um líder que rouba idéias de seus colaboradores. Veja os seguintes questionamentos:

  • Qual exemplo ele dá com tal atitude? Líderes precisam ser exemplares;
  • Líderes devem ser amigos de seus colaboradores, mas que amigo é esse?
  • Como conseguir que um colaborador fique motivado para chegar aos resultados esperados se o líder faltar com o respeito?

O verdadeiro líder é aquele que passa e conquista a confiança de seu subordinado, é o espelho para seu liderado. Ao mencionar a expectativa de lucro, a liderança deverá buscar o comprometimento da equipe por meio da real possibilidade de participação de seus membros no benefício gerado pelo resultado atingido. O líder é aquele que sabe o que precisa ser feito e faz.

Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras brilhantes podem ser jogadas fora. Hoje, mais do que nunca, a atitude dos profissionais, em relação às questões éticas, pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso, basta um deslize, uma escorregadela, e pronto, a imagem do profissional ganha no mercado a mancha vermelha da desconfiança.

Quanto ao papel do líder não existe uma receita certa nem pronta para conduzir uma equipe, cada empresa possui sua realidade e uma cultura que devem ser respeitadas e geridas de forma consciente. É necessário muito cuidado para não confundirmos a liderança com a arte de agradar e de demonstrar.

A importância da ética nas organizações cresceu com a redução das hierarquias e a conseqüente autonomia dada às pessoas. Agora, mais difícil do que fazer o certo é descobrir o que é certo fazer.

Mas afinal, o que é ser um profissional ético? Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, estar tranqüilo com a consciência pessoal e, também, agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade.

Qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Entre eles:

  • Ser honesto em qualquer situação;
  • Ter coragem para assumir decisões;
  • Ser tolerante e flexível;
  • Ser íntegro;
  • Ser humilde.

Integridade é uma característica fundamental em um líder, pois é através dela que as pessoas passam a acreditar nele. Bons líderes falam a verdade, não se escondem atrás de máscaras ou de meias-verdades, além disso, confiança é essencial em todos os relacionamentos humanos, como seguir alguém em quem não confiamos?

Organizações não são apenas entidades jurídicas. Elas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência, estão seres de carne e osso, e são eles que vão viver as glórias ou o fracasso da organização.

As pessoas realmente prestam mais atenção o que seus líderes fazem, do que e o que eles dizem. Portanto, tome cuidado com suas ações. Não importa o que estiver fazendo, faça como se muitas pessoas estivessem observando, é impossível pensar que alguém consiga ser um líder sem dar exemplos.

As pessoas sempre vão observar o líder, irão ver quem ele é e o que faz, assim como o que diz. Uma das palavras-chave em liderança é credibilidade. Você sempre tem que cumprir o que prometeu.

Nenhuma organização consegue manter um bom nível de produtividade sem uma equipe de profissionais bem preparados. O Treinamento e Desenvolvimento devem ser pensados como recurso estratégico que pode impulsionar a organização. Hoje em dia o bem mais precioso que as organizações têm são as pessoas, porque estamos na era da informação, e máquinas são apenas "maquinas", a tecnologia não age como foco principal a ênfase está nas pessoas, pois perceberam que elas que dão resultados para as organizações. E quando as organizações decidem implantar o sistema de Gestão de Pessoas, vão necessitar de pessoas com liderança.

Geralmente, em toda liderança sempre existirá tomadas de decisões que podem ou não serem agradáveis. O líder é servidor de uma causa, de uma obra, sua missão é organizar e entusiasmar um grupo de pessoas para juntos servirem a uma causa maior, ou seja, o ambiente ou contexto onde estiver inserido.


 

  1. Processo de Qualidade


 

A alta administração de uma organização tem dois conjuntos importantes de clientes a se preocupar. O primeiro é um grupo de pessoas e organizações que pagam pelos serviços e/ou produtos da empresa, e o outro são os empregados. Sem a colaboração desse último grupo, a fidelidade do primeiro sempre será prejudicada.

Incentivar os empregados a oferecerem produtos e serviços que não apresentam problemas sem lhes oferecer um ambiente de trabalho isento de preocupações é agir sem conhecimento.

Uma das maiores responsabilidades da alta administração é cuidar dos detalhes de manutenção da organização que criam e mantenham um ambiente no qual seja possível e provável que uma melhoria contínua possa tornar-se a norma.

  1. Princípios de Liderança


 

Pode-se avaliar que os princípios de liderança militar foram forjados ao longo de 25 séculos, em situações diferentes, onde a penalidade por um erro era severa e imediata. Começando no século VI a.C com o estrategista chinês Sun Tzu, esse princípios foram refinados e desenvolvidos. Hoje são usados para ensinar os conceitos básicos de liderança a jovens de 18 anos. Eles também podem ser uma rica fonte de crescimento pessoal e oferecer as diretrizes de desenvolvimento para líderes empresariais e melhoria nas organizações.

Uma guia oficial universal de serviço, auxilia no desenvolvimento dos princípios de liderança, de forma ligeiramente condensada, sendo eles divididos em tópicos, como:

  • Assumir Responsabilidade, Conhecer a si Mesmo, Estabelecer um exemplo para os outros seguirem;
  • Desenvolver os Subordinados, Ser disponível, Procurar o bem estar com os empregados;
  • Estabelecer Metas que seja executáveis, Tomar decisões Sólidas e em momento oportuno;
  • Conhecer o seu Serviço e Fazer um trabalho em Equipe.

Segundo Townsend (1993), "A administração geral oferecerá liderança e estará ativamente evoluída no processo contínuo de melhoria".


 


 


 


 


 


 


 

  1. Relação Líder x Gerente


 

As organizações dos dias atuais preferem que a pessoa escolhida para comandar um grupo, exerça o papel de um líder do que a de um gerente.

A definição mais clara para a diferença entre ambos baseia-se em:

  • O chefe manda, e o líder lidera;
  • O chefe respeita-se por medo, e o líder por admiração;
  • O chefe reprime, o líder conquista;
  • O chefe quer trabalho em grupo, o líder trabalha em equipe.

Analisando mais a fundo percebe-se que além destas grandes diferenças, existem outras que possuem grande impacto dentro da organização, como: O chefe trabalha como se fosse uma obrigação a realização do seu bom trabalho e com isso o alcance das metas, e cobra seus subordinados por isso. O chefe tem decisões rápidas e de curto prazo, com isso cobra resultados imediatos.

Já o líder conscientiza os liderados do papel que a empresa deve desempenhar na sociedade, com isso baseia suas ações no planejamento da empresa, seus valores e princípios. Diferentemente do chefe, o líder não toma decisões precipitadas, ele visa resultados de longo prazo.

Por terem um melhor preparo e um modo de trabalhar diferenciado, é que as organizações preferem os lideres a comandar seus setores e liderar seus funcionários, já que são pessoas dinâmicas é que sabem fazer com que as pessoas os sigam em busca dos mesmos objetivos que possuem, como por exemplo, o sucesso da empresa em que atuam.

O líder dá poder e as ferramentas necessárias para que as pessoas possam atingir as metas almejadas por todos. Mas para que isso ocorra de maneira adequada é necessário que haja comunicação entre líder e liderados, o que significa manter as pessoas informadas, oferecendo e recebendo Feedback adequados, explicando as decisões tomadas com franqueza e transparência, trabalhando sempre em equipe (ponto fundamental para o sucesso).

Muitas empresas chegam ao fracasso pela falta de pessoas que tenham capacidade de conduzir os funcionários ao prazer de fazer com que a empresa obtenha grandes resultados, quando a organização opta pelo chefe se depara com um grande problema: A desmotivação dos subordinados, já que o chefe não se preocupa com o sucesso de todos mais sim com seu próprio resultado.

Porém quando a organização possui um líder se depara com uma grande oportunidade: Manter os funcionários motivados à realização de grandes trabalhos e conquistas com a obtenção de resultados para a empresa, para o líder e para eles mesmos.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

  1. Relação Líder x Liderado


 

Nos dias de hoje lideres são figuras cada dia mais presentes dentro das organizações as quais exigem gerentes que implantem níveis hierárquicos que utilizem ao máximo o desempenho de suas equipes, criando ações de liderança desde o chão de fabrica até a auto-gerência.

Com o passar doa dias a alta competitividade no mercado, organizações necessitam de líderes eficazes e disciplinados com visão estratégica, que se adaptem as oscilação e divergências que aparecem no dia-a-dia. Que empurre sua equipe e que a mantenha motivada e confiante em realizar ações e mudanças.

Lideres capazes de coordenar colaboradores motivados tem um traço marcante que é a sua sensibilidade a pessoas, que o diferencia e o mantém um passo sempre à frente convivendo produtivamente com diferentes tipo de pessoas.

O relacionamento dos lideres e seus liderados são de amplo e recíproco onde é gerado um ambiente de confiança criando uma perspectiva positiva a longo prazo, que todos tem o direito de questionar o quê e porquê e assim serem orientados, todos têm olhos voltados para o horizonte, são originais, onde os lideres orientam em fazer o certo e assim ser correspondido por seus liderados.

Um líder faz as coisas certas capacitando liderando, arriscando libertando, Desenvolvendo, desafiando, participando, sendo flexível, democrático e prognóstico.

A eficácia do processo de liderança vem da aquiescência dada pelo seguidor ao líder e mais ainda da autorização dada por ele para liderá-lo. (Bergamini, Cecilia Whitaker – 1994 – pg.134)

A eficácia e eficiência de um grupo onde há um líder dependem da confiança depositada entre eles, que deve ser ampla no momento do Feedback, onde o sucesso e o fracasso andam lado a lado e no caso de um resultado ruim haja a compreensão de ambas as partes para a busca de melhorar, é o momento onde o líder mostra seu potencial em criticar e avaliar e por fim motivar para a busca de melhores resultados, e a equipe a confiança em aceitar a critica e melhorar seu desempenho.

Enfim liderar pode se dizer que é o processo de influenciar mudanças importantes nas atividades dos membros da organização e a construção do comprometimento para com a missão da empresa, criando um elo de confiabilidade entre os envolvidos no processo, coordenando e motivando mesmo em momentos de instabilidade.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

  1. Conclusão


 

Nos diversos níveis da estrutura organizacional as relações humanas acontecem e a condição humana se sobressai. Estudar liderança é, portanto, um grande desafio, principalmente na abordagem adotada neste estudo, o qual se direcionou para conceituar e caracterizar o papel do líder nas empresas. O exercício da administração requer que o trabalho seja exercido em grupo e, para isso, a liderança emerge como condição necessária para o sucesso da instituição. Conhecer e saber um pouco sobre a liderança é condição importante.

Sabe-se que as instituições contam com o homem que interage com outro, com grupos e, aí, nesse ir e vir de ações vivencia-se a liderança. Os gestores exercem influências e são influenciados, em virtude das diversas circunstâncias que permeiam o lócus acadêmico e administrativo.

A transparência com que a liderança precisa ser exercida e vivenciada requer discernimento e atitudes favoráveis, para que as reflexões e ações aconteçam entre a diversidade e a interdependência, num equilíbrio de incentivo ético visto sob pontos diversos, porém integradores. Então, o exercício da liderança dar-se-á com sensibilidade e com o entendimento de que os homens são diferentes e podem produzir com as diferenças. Daí certeza de que a tarefa principal do gestor é influenciar as pessoas sem que elas se sintam pressionadas ou coagidas e, assim, seu grande desafio é administrar eficazmente as relações entre as pessoas e o objetivo organizacional, num cenário de disputa e de avanço e do domínio do conhecimento.

A liderança advém e advirá da sabedoria do líder de demonstrar a aceitabilidade das ambigüidades e promover a capacidade de crescimento das pessoas, numa perspectiva de visão holística e diversificada do mundo. Conseqüentemente, as organizações dependerão dessas pessoas pelo potencial do conhecimento que desenvolveram e que vão desenvolver, em seu benefício e em benefício da administração, num processo coletivo de construção do conhecimento necessário nos vários ramos da sociedade.

Revelou-se nesta pesquisa, que não há um direcionamento comum entre os sujeitos pesquisados quanto às características do líder, que traduzam, em geral, a unificação de opiniões sobre o tema entre vários autores. Vislumbrava-se, de início, que essa idéia fosse verdadeira, ou seja, que houvesse maior compartilhamento ou certa similaridade das percepções expressas pelos diretores de centros pesquisados. Esse entendimento se pautava na crença de que, por serem gestores com uma bagagem de experiência em diferentes áreas de formação e por terem um tempo de vivência no âmbito universitário, expressariam certa similaridade de características do líder.

Algumas expressões apontadas pelos sujeitos deveriam ser inerentes ao ser humano, a exemplo de "demonstrar honestidade" e "seja justo". No entanto, foram citadas como características de um líder, o que pode demonstrar, aparentemente, certa fragilidade ou confusão com relação ao entendimento do exercício da liderança. Por outro lado, considerando que o lócus pesquisado exige decisões colegiadas na maioria das vezes, essas expressões ou características podem demonstrar significado diferenciado.

Registra-se aqui que o fato de um líder possuir todas as características apresentadas neste trabalho não garante que haverá eficácia em suas ações. Nem a ausência de qualquer uma delas pode excluir a possibilidade que seja o resultado contrário, ou eficaz. Mais uma vez se reforça a questão da necessidade de os líderes atuarem permanentemente como sujeitos de reflexão e ação.

É importante destacar que, talvez até pelo grau de amadurecimento dos sujeitos pesquisados, não houve citação de algumas expressões registradas pelos autores mencionados no estudo, como: ambição, elevado auto-monitoramento e controlador. Essas expressões podem denotar características gerenciais atinentes às organizações ou empresas variadas e não há uma cultura que prepare os gestores para serem líderes.

A título de sugestão para futuras ações e realização de pesquisas, registra-se sintetizar mais o tema, a fim de se fomentarem estudos e propor subsídios para que líderes em potencial se transformem em líderes efetivos dentro da área pesquisada.

Em futuras pesquisas, com o propósito de apresentar maior amadurecimento sobre o tema no âmbito universitário, sugere-se que discussões sobre ele sejam fomentadas e também realizadas estudos essencialmente de abordagem qualitativa, visando o maior conhecimento dos significados como sugerido com a sinterização do tema.

Como contribuição, fica o entendimento de que a liderança é um processo complexo de influência interpessoal, ativo e dinâmico, havendo permanente simbiose de reflexões e ações que envolvem cada situação, dependendo da natureza e das circunstâncias em que se inserem, para a consecução de metas ou cumprimento das decisões que levarão à formação do sujeito social.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

Referências Bibliográficas


 

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Liderança, Administração do sentido. - São Paulo: Atlas, 1994.

CROSBY, Philip B., Princípios absolutos de liderança.
São Paulo: Makron Books, 1999.

KOTTER, John P. O Fator Liderança. – São Paulo: Makron Books, 1992.

LEVINE, Stuart R.; CROM, Michael A. O líder em você:
como fazer amigos, influenciar pessoas e ter sucesso em um mundo em mutação. 2. Ed. Rio de Janeiro: Record, 1995.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru, Fundamentos da Administração: Manual compacto para as disciplinas de TGA e introdução á administração. 2. Ed. - São Paulo: Atlas, 2007.

TOWNSEND, Patrick L. Qualidade em ação: 93 lições sobre liderança, Participação e medição. São Paulo: Makron Books, 1993

WEINBERG, Gerald M.. O líder técnico.
São Paulo: Makron Books, 1994.

http://www.algosobre.com.br/carreira/quais-sao-as-principais-caracteristicas-de-um-lider.html. 30/09/2010 – 12h 38m.

http://www.arte-multipla.com/docs/Competencias%20de%20um%20lider.pdf 29/09/2010 – 17h 20m.

DE MATOS, Francisco Gomes. Nova Liderança/Nova organização. 1 ed. São Paulo: Makron Books, 2002.


 

CROM, Michael A. e LEVINE, Stuart R. O Líder em você. 2ed. Rio de janeiro: Record, 1993. Tradução Ruy Jungmann.


 

LIPMAN-BLUEMEN, Jean. Liderança Conectiva. 1ed. São Paulo: Makron Books, 1998. Tradução Neilande de Moraes.

WATKINS, Michael. Negociação, 7ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. Tradução Cristiana de Assis Serra.

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